Assunto
Nós temos diante de nós um Hino Nacional, bom para ser cantado na eclosão de uma guerra,
quando o monarca cinge sua espada para a luta. Se Davi não fosse fustigado com guerras, talvez nunca tivéssemos sido favorecidos com salmos como este. São necessárias as tribulações de um santo para que ele possa produzir consolação para outros. Um povo feliz roga aqui a favor de um soberano querido e, com coração amoroso, clama a Jeová: "Deus salve o rei". Deduzimos que esse cântico devesse ser cantado em público, não só pelo tema do canto, mas também pela dedicatória: "Ao mestre da música". Sabemos que seu autor foi o doce cantor de Israel, pelo título curto, "Um salmo davídico". A ocasião exata que o sugeriu, já seria pura tolice imaginar, pois Israel estava quase sempre em guerra nos dias de Davi. Sua espada pode ter ficado amassada por golpes, mas nunca ficou enferrujada. Kimchi lê o título, a respeito de Davi, ou, para Davi, e está claro que o rei é o assunto bem como o compositor do canto. Basta um momento de reflexão para perceber que esse hino de oração é profético do nosso Senhor Jesus, e é o brado da antiga igreja a favor de seu Senhor, quando ela o vê em visão suportando uma grande guerra de aflições em prol dela. O povo militante de Deus, com o grande Capitão da salvação à frente, pode rogar ainda com sinceridade para que prospere em sua mão o que agrada ao Senhor. Procuraremos nos ater a essa visão do assunto em nossa curta exposição, mas não podemos restringir nossos comentários.
Divisão
Os primeiros quatro versículos são uma oração pelo sucesso do rei. Os versículos 5, 6 e 7 expressam confiança resoluta em Deus e seu Ungido; o versículo 8 declara a derrota do inimigo, e o versículo 9 é um apelo final a Jeová.
Um salmo por dia para ler, ouvir e entender
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