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Salmo do Dia · Sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Salmo 22 - Oração de Angustia e Louvor

31 versículos · página do Salmo 22

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1Para o Mestre de Música; de acordo com a melodia “A Corça da Manhã”. Um Salmo de Davi. Meu Deus, meu Deus, por que me desamparou? Por que está tão longe de me salvar, e das palavras do meu gemido?

2Meu Deus, eu clamo de dia, mas não responde; de noite, e não me calo.

3Contudo, você é santo, você que habita nos louvores de Israel.

4Nossos pais confiaram em você. Eles confiaram, e você os livrou.

5Clamaram a você, e foram libertos. Confiaram em você, e não foram decepcionados.

6Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens, e desprezado pelo povo.

7Todos os que me veem zombam de mim. Eles me insultam com os lábios. Eles balançam a cabeça, dizendo:

8“Ele confia no SENHOR. Que ele o livre. Que ele o resgate, já que nele se agrada.”

9Contudo, você me tirou do ventre. Você me fez confiar quando eu ainda estava aos seios de minha mãe.

10Fui lançado sobre você desde o ventre materno. Você é o meu Deus desde que minha mãe me deu à luz.

11Não fique longe de mim, pois a angústia está perto. Pois não há ninguém para ajudar.

12Muitos touros me cercaram. Fortes touros de Basã me rodearam.

13Eles abrem bem as suas bocas contra mim, como leões que despedaçam a presa e rugem.

14Sou derramado como água. Todos os meus ossos estão desconjuntados. Meu coração é como cera. Derreteu-se dentro de mim.

15Minha força secou-se como um caco de barro. Minha língua gruda no céu da boca. Você me levou ao pó da morte.

16Pois cães me cercaram. Um bando de malfeitores me rodeou. Eles traspassaram minhas mãos e meus pés.

17Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e me encaram.

18Eles dividem as minhas vestes entre si. Eles lançam sortes sobre a minha roupa.

19Mas não fique longe, SENHOR. Você é o meu socorro. Apresse-se em me ajudar!

20Livre a minha alma da espada, a minha vida preciosa do poder do cão.

21Salve-me da boca do leão! Sim, você me resgatou dos chifres dos bois selvagens.

22Declararei o seu nome aos meus irmãos. No meio da congregação, eu o louvarei.

23Vocês que temem ao SENHOR, louvem-no! Todos vocês, descendentes de Jacó, glorifiquem-no! Reverenciem-no, todos vocês, descendentes de Israel!

24Pois ele não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; mas quando ele clamou, ele ouviu.

25O meu louvor a você será na grande congregação. Cumprirei os meus votos diante daqueles que o temem.

26Os humildes comerão e se fartarão. Louvarão ao SENHOR aqueles que o buscam. Que os corações de vocês vivam para sempre.

27Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o SENHOR. Todas as famílias das nações adorarão diante de você.

28Pois o reino é do SENHOR. Ele é o governante sobre as nações.

29Todos os ricos da terra comerão e adorarão. Todos os que descem ao pó se prostrarão diante dele, até mesmo aquele que não consegue manter a sua alma viva.

30A posteridade o servirá. As gerações futuras ouvirão falar sobre o Senhor.

31Eles virão e declararão a sua justiça a um povo que ainda vai nascer, pois ele o fez.

Entenda o Salmo 22

Título

Ao mestre de música. De acordo com a melodia A corça da manhã (Aijeleth Shahar). Um salmo de
Davi. Este poema de excelência singular foi entregue ao mais excelente dos cantores do templo; o chefe entre dez mil é digno de ser exaltado pelo principal Músico; nenhum mero cantor deve estar encarregado de tal composição; precisamos atentar para convocar nossas melhores habilidades quando Jesus é o tema do louvor. As palavras Aijeleth Shahar são enigmáticas, e seu sentido é incerto; alguns dizem que se referem a um instrumento musical usado em ocasiões de lamento, mas a maioria fica com a tradução de nosso subtítulo, "Concernente à corça da manhã". Esta interpretação é assunto de muita indagação e conjectura. Calmet acreditava que o salmo era dirigido ao mestre da música que encabeçava uma banda chamada "Corça da manhã", e Adam Clarke acredita ser essa a mais provável de todas as interpretações, embora pessoalmente se incline a crer que nenhuma interpretação deva ser tentada, e crê ser este um título meramente arbitrário e sem sentido, tais como os orientais sempre tinham o hábito de acrescentar a seus cânticos. Nosso Senhor Jesus é tantas vezes comparado a uma corça, e suas caçadas cruéis são descritas tão pateticamente neste salmo mais emotivo, que não podemos senão crer que o título indica o Senhor Jesus sob uma metáfora poética bem conhecida; em todo caso, Jesus é a corça da manhã sobre a qual Davi canta aqui.

Assunto

Este é, acima de todos os outros, O SALMO DA CRUZ. Pode ter sido realmente repetido palavra por palavra por nosso Senhor quando estava pendurado na árvore; seria ousado demais afirmar que foi assim, mas mesmo um leitor casual poderá aventar essa possibilidade. Começa com "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" e termina, segundo alguns, no original com "Está terminado" ("Está consumado"). Em expressões lamentosas que surgem de profundezas inexprimíveis de angústia, podemos dizer que não há outro salmo igual a este. É a fotografia das horas mais tristes de nosso Senhor, o registro de suas palavras ao morrer, o lacrimatório de suas últimas lágrimas, o memorial de suas alegrias expirantes. Davi e suas aflições podem estar aqui em um sentido muito modificado, mas como a estrela é oculta pela luz do sol, aquele que vê Jesus provavelmente nem vê nem tem interesse em ver Davi. Temos diante de nós uma descrição tanto da escuridade como da glória da cruz, os sofrimentos de Cristo e a glória que se seguirá. Suspira-se pela graça de chegar perto e contemplar essa grande cena! Devemos ler reverentemente, descalçando-nos como Moisés diante da sarça ardente, pois se há terra sagrada em alguma parte da Bíblia, ela está neste salmo.

Divisão

Do começo até o versículo 21, é um clamor plangente por auxílio, e do versículo 21 ao 31, um muito precioso antegozo de livramento. A primeira divisão pode ser subdividida no versículo dez, sendo os versículos 1 a 10 um apelo baseado no relacionamento pactual; e de 10 a 21 um igualmente sincero rogo que vem da iminência de seu risco de vida.

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