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Salmo do Dia · Sábado, 11 de fevereiro de 2012

Salmo 2 - A Vitória do Messias

12 versículos · página do Salmo 2

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1Por que as nações se enfurecem, e os povos tramam coisas vãs?

2Os reis da terra tomam posição, e os governantes se reúnem em conselho, contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:

3“Rompamos os seus laços, e lancemos de nós as suas cordas.”

4Aquele que está assentado nos céus rirá. O Senhor zombará deles.

5Então ele lhes falará na sua ira, e os aterrorizará no seu furor:

6“Contudo, eu estabeleci o meu Rei no meu santo monte de Sião.”

7Proclamarei o decreto: O SENHOR me disse: “Você é meu filho. Hoje eu me tornei seu pai.

8Peça-me, e eu lhe darei as nações por sua herança, e os confins da terra por sua possessão.

9Você as quebrará com uma vara de ferro. Você as despedaçará como a um vaso de oleiro.”

10Agora, portanto, sejam sábios, ó reis. Deixem-se instruir, juízes da terra.

11Sirvam ao SENHOR com temor, e alegrem-se com tremor.

12Prestem sincera homenagem ao Filho, para que ele não se ire, e vocês pereçam no caminho, pois em breve a sua ira se acenderá. Bem-aventurados são todos os que nele se refugiam.

Entenda o Salmo 2

Título

Podemos chamá-lo de SALMO DO MESSIAS, O PRÍNCIPE, pois apresenta, como se fosse uma visão maravilhosa, o povo tumultuado contra o ungido do Senhor, o propósito resoluto de Deus de exaltar seu próprio Filho, e o reinado final desse Filho sobre todos os seus inimigos. Recordemos com o olho da fé, vendo, como num espelho, o triunfo de nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os seus inimigos. Louth fez os seguintes comentários sobre este salmo: "O estabelecimento de Davi sobre o seu trono, não obstante a oposição feita pelos seus inimigos, é o assunto do salmo. Davi o mantém em dois planos, literal e alegórico. Se lemos o salmo inteiro, primeiro com o olho literal de Davi, o sentido é óbvio, e se situa acima de qualquer disputa com a história sagrada. Há mesmo um brilho descomunal na expressão das figuras de linguagem, e a maneira de dizer é até exagerada de vez em quando, como se fosse de propósito para sugerir, e levar-nos a contemplar, os assuntos mais elevados e importantes que nisso se ocultam. Depois deste aviso, se virmos o salmo, desta vez, relacionando-o com a pessoa e os interesses do Davi espiritual, uma nobre série de eventos surge à vista imediatamente, e o sentido se torna mais evidente, além de mais exaltado. O colorido que talvez pareça muito ousado e gritante para o rei de Israel, não mais parecerá quando colocado sobre seu grande antítipo.

Depois de considerarmos com atenção os assuntos separadamente, se os considerarmos juntos, contemplaremos a beleza e majestade plena deste charmosíssimo poema. Perceberemos os dois sentidos muito distintos um do outro, mas que agem em perfeita harmonia, e mantêm uma semelhança admirável em cada aspecto e feição, enquanto a analogia entre eles é preservada com tanta exatidão, que qualquer dos dois pode ser aceito como o original do qual o outro foi copiado. Nova luz é lançada continuamente sobre a fraseologia, nova importância e dignidade são acrescentadas aos sentimentos, até que, ascendendo aos poucos das coisas inferiores para as

superiores, dos afazeres humanos aos divinos, eles elevam o grande tema e, finalmente, o colocam na altura e resplandecência do céu."

Divisão

Este salmo será melhor entendido se for visto como um retrato quádruplo. Nos versículos 1, 2, 3, as nações rugem; de 4 a 6, o Senhor nos céus caçoa deles; de 7 a 9, o Filho proclama o decreto; e de 10 ao final, aconselha-se os reis a concederem obediência ao ungido do Senhor. Esta divisão não é só sugerida pelo sentido, mas é garantida pela forma poética do salmo, que cai de forma natural em quatro estrofes de três versículos cada.

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